
Lembro-me como se fosse hoje de uma quinta-feira dia doze de Março de 1997, já lá vão mais de dez anos, em que eu e o meu pequeno irmão vimos completamente extasiados (falo pelo menos por mim) a surpreendente e espectacular reviravolta que o Barcelona de Robson, Ronaldo, Figo, Couto, Baía e companhia operou para levar de vencido o Atlético de Madrid do controverso Gil y Gil.
Este é um daqueles jogos, que vale a pena ver e rever, um jogo com um ritmo tão alucinante que faz de um miúdo de 9 anos um fanático pela magia do futebol (volto a falar por mim). È para mim inesquecível, os quatro golos de Pantic, os três golos de Ronaldo (o grande) ou os três frangos de Baía, é inesquecível, também, como Luís Figo liderou a equipa “blaugurana” rumo à vitória, contribuindo para se tornar um dos meus jogadores de eleição, ou a vaia monumental do Camp Nou ao desamparado Vítor Baía que termina o jogo a chorar copiosamente.
Já por uma vez escrevi sobre este jogo catalogando-o como o jogo do século numa lista de outros 5 magníficos jogos, hoje reitero a minha posição, sem retirar uma vírgula que seja ao que disse há um ano e meio a trás. È esclarecedor a importância desta partida para a minha formação futebolística (se ela existir) pois fez-me acreditar no futebol espectáculo, fez-me acreditar que era sempre possível dar a volta a um jogo aparentemente perdido, inclusive em duas dramáticas situações: primeiro na final da taça de 97 quando o grande Jimmy e o enorme Nuno Gomes (nessa altura jogavas à bola não era pá?) derrotaram o meu Benfica por 3-2 e eu “patinho” como era acabei a chorar como o Baía no chão; em segundo lugar, o 5-4 do Nou Camp, vejam-me esta “estória” que é bem mais negra, fez me acreditar que no fim da primeira parte nos Balaidos o o Benfica ia dar a volta ao jogo tal como o Barcelona fez contra o Atlético e dizia enquanto jantava “Mãe, vais ver, o Poborsky e o João Pinto ainda nos vão dar a vitória, ou pelo menos o 4-3”.Falta-me só dizer que esse jogo acabou 7-0 para o Celta de Vigo…
Adiante, para terminar, tenho a dizer que se não fosse a TVI (um grande abraço para a estação de Queluz que emitia os jogos da liga espanhola e italiana e os apresentava com musicas do Ricky Martin e das Azucar Moreno) nunca poderia ter acompanhado a época de 96/97 que o “Barça” fez onde ganhou, simplesmente, TUDO menos o campeonato ganho pelo Real Madrid de… “Don” Fábio Capello.
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